Pesquisa mostra que 6,8% dos desaparecidos morreram
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Agência Estado 
Rio - Pesquisa inédita sobre registros de pessoas desaparecidas no Estado do Rio em 2007 indica que 6,8% morreram e 14,7% não reapareceram. Foi selecionada para o estudo uma amostra de 456 (10,3%) dos 4.423 casos de desaparecimento registrados no banco de dados da Polícia Civil em 2007. Para o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o resultado desmistifica uma série de questões que eram levantadas em relação ao grande número de desaparecidos no Rio.
Se tivermos que incluir os desaparecidos no total de homicídios, é um número muito pequeno, quase insignificante. Num primeiro momento, é a análise mais importante para nós, disse. A pesquisa foi pedida por Beltrame no fim do ano passado ao Instituto de Segurança Pública (ISP), vinculado à secretaria. Em 2008, 5.095 desaparecimentos foram registrados nas delegacias do Estado.
Das 31 mortes apuradas pelos pesquisadores entre os 456 registros de 2007, 13 foram consideradas naturais ou acidentais e 18, homicídios dolosos. Nove pesquisadores trabalharam desde agosto na checagem dos desaparecimentos, por meio de entrevistas com as pessoas que fizeram os registros ou os responsáveis pelas vítimas.
A maioria (61%) era homem e tinha de 10 a 19 anos (33%). A motivação mais apontada para o desaparecimento foi fuga (17,4%), depois distúrbio mental (15%) e, em terceiro, causas violentas (12,9%).


