Belo Horizonte - A frequência de adultos obesos variou entre 9,5% em São Luis e 15,9% em Porto Alegre, de acordo com uma pesquisa feita pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Diferentemente do excesso de peso, sempre mais frequente entre homens, a obesidade se apresenta ora mais frequente no sexo masculino, ora no sexo feminino.
As maiores frequências de obesidade foram observadas, no caso de homens, em Boa Vista e João Pessoa (16,6%), Porto Alegre (15,6%) e Recife (15,4%) e, no caso de mulheres, em Macapá (17,1%), Aracaju (16,3%) e Porto Alegre (16%). As menores frequências de obesidade ocorreram, entre homens, em São Luís (8,1%), Salvador (9,2%) e Goiânia (9,6%) e, entre mulheres, em Teresina (9,3%), Palmas (10,2%) eVitória (10,3%).
No conjunto da população adulta das 27 cidades, a frequência de adultos obesos foi de 13%, sendo ligeiramente menor entre homens (12,4%) do que entre mulheres (13,6%). No sexo masculino, a obesidade aumenta mais de três vezes entre 18-24 e 45-54 anos, declinando nas faixas etárias subsequentes. Entre mulheres, a frequência da obesidade aumenta mais de seis vezes entre 18-24 e 55-64 anos e declina apenas a partir dos 65 anos.
A relação entre frequência de obesidade e escolaridade é fortemente inversa no sexo feminino: 18% das mulheres são obesas no estrato de menor escolaridade e 8,5% são obesas no estrato de maior escolaridade. No sexo masculino, a frequência de obesos é semelhante (em torno de 12,13%) em todos os estratos de escolaridade.

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