Curitiba - Holanda, Espanha, Portugal e Venezuela são os principais países que recebem mulheres, crianças e adolescentes brasileiras para exploração sexual. A maioria dessas mulheres é negra, com baixa escolaridade e tem de 15 a 25 anos. Os dados fazem parte de uma pesquisa divulgada ontem pela Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, do Ministério da Justiça. O trabalho, executado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) surgiu a partir de denúncias feitas por entidades civis de defesa dos direitos humanos e pelas organizações das Nações Unidas (ONU) e dos Estados Americanos (OEA).
A pesquisa revelou que as regiões que mais ‘exportam’ mulheres e crianças para exploração sexual são Centro Oeste (Goiás), Norte (Belém, Roraima e Manaus) e Nordeste (Maranhão). A Região Sul não foi citada na pesquisa como um local de maior concentração no tráfico de mulheres brasileiras. Dados mais específicos sobre cada região devem ser divulgados hoje. Cerca de 130 pesquisadores regionais de 20 estados e alguns municípios participaram da pesquisa, iniciada em junho do ano passado.
O trabalho também revelou o perfil dos aliciadores e detectou que a exploração também acontece dentro do País. De 161 pessoas tidas como aliciadoras, 109 eram brasileiras e 52 estrangeiras. Do total, 59% eram homens e o restante mulheres. A pesquisa também mostrou que tramitam no País, 156 ações judiciárias envolvendo o tráfico de mulheres. Oitenta e um são inquéritos e 75 já se transformaram em processos.

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