A pesquisa foi feita com 183 mulheres, com idade entre 45 e 60 anos, divididas em quatro grupos. O primeiro tomou uma dose de 200 mg de fitoestrogênio proveniente de soja, o segundo grupo, 100 mg, o terceiro, 50 mg, e o último, placebo. A ingestão foi diária, durante um período de 90 dias.
A pesquisa foi duplo-cego, nem a paciente, nem o médico, sabiam qual a dosagem que estava sendo ministrada. Apenas no final da pesquisa, o laboratório responsável pela produção das cápsulas divulgou a dosagem de cada lote.
Antes do início do uso da isoflavona, a paciente era avaliada, através de mamografia e exame ginecológico, e respondia a um questionário sobre os sintomas do climatério para determinação do índice menopausal de Kupperman. Os exames se repetiram no 45º dia e no 90º depois do início do estudo.
Requisitos básicos para participar da pesquisa, feita através do Hospital de Clínicas (HC) da UEL, era estar na pós-menopausa há pelo menos um ano, não ter hábitos alimentares que incluíssem soja, não ter feito reposição hormonal nos seis meses anteriores e não ter histórico de doença mamária. A pesquisa foi aprovada pelo comitê de ética da UEL.
A expectativa no início do estudo era que o índice de Kupperman diminuísse, que a dor durante relação sexual melhorasse, e que a densidade mamária não se alterasse. Na reposição hormonal convencional há aumento da densidade mamária, o que pode mascarar o aparecimento de nódulos na mama, e para fazer o exame a mulher precisa ficar pelo menos três semanas sem ingerir hormônio.
O estudo mostrou que, com o uso do fitoestrogênio, a maioria não teve aumento da densidade mamária, mas também não teve os outros benefícios. A parte da pesquisa referente a mama será publicada na Revista Brasileira de Mastologia. (C.P.)

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