Pesquisa estuda ação do vírus da hepatite C
São Paulo, 29 (AE) - Uma pesquisa que está sendo realizada no Hospital Universitário São Francisco, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, pretende identificar pessoas infectadas pelo vírus da hepatite C. De acordo com o coordenador do estudo, José Pedrazzoli Júnior, estima-se que 1% da população da região seja portador do vírus que causa esse tipo de hepatite - um mal silencioso, que apresenta os primeiros sintomas tardiamente, quando o quadro clínico do paciente já está comprometido.
"Primeiro vamos determinar se a pessoa é ou não soropositiva para hepatite C", explicou Pedrazzoli. A partir dessa pré-seleção, a amostra será submetida a um teste mais específico, que identificará a presença do vírus. "Dos pacientes com hepatite C, cerca de 70% a 80% são transmissores"
disse.
As principais consequências da infecção são a cirrose hepática e o câncer de fígado. Cerca de 30% dos portadores desenvolvem esses males a longo prazo. O vírus é transmitido principalmente por transfusão de sangue. No entanto, cerca de 50% das pessoas que têm o vírus não foram submetidos a uma cirurgia nem receberam transfusão. "Uma parte desse grupo pode ter se infectado durante contatos sexuais", disse Pedrazzoli. Excluindo essas formas de contágio, não se sabe como os vírus se espalha.
Além de identificar pessoas infectadas e portadores, o estudo pretende identificar os subtipos do vírus. "Vamos observar os estágios de comprometimento do fígado nos vários casos". Atualmente, a hepatite C é tratada com duas drogas: interferon e ribavirina.





