São Paulo, 20 (AE) - As taxas de juros para o consumidor recuaram ligeiramente em outubro em relação a setembro, segundo pesquisa do Procon em 14 bancos. A queda dos juros ao consumidor está sendo muito lenta. A média dos juros para cheque especial caiu de 10,26% em setembro para 9,88% em outubro, um recuo de apenas 0,38 ponto percentual na taxa mensal. A média de taxas para empréstimo pessoal caiu de 5,46% para 5,09%.
A queda reflete a redução da taxa básica Selic de 19,5% para 19%, decidida no fim de setembro pelo Banco Central, e a primeira redução do recolhimento compulsório sobre depósitos à vista, de 75% para 65%.
Estatais cobram menos - A pesquisa do Procon ainda não reflete o pacote para reduzir juros anunciado pelo governo este mês. A coleta das taxas foi feita pelos técnicos nos dias 13 e 14 e o pacote foi anunciado no dia 15.
Os bancos públicos são os que cobram juros menores do consumidor. Na pesquisa de outubro, as menores taxas são de bancos oficiais. O Banespa e a Nossa Caixa cobram o menor juro para cheque especial: 8,3%. Também cobram juros de menos de 9% a Caixa Econômica Federal (8,5%) e o Banco do Brasil (8,9%). O banco Real cobrava o juro maior no cheque especial, de 11,5%, segundo a pesquisa. Os juros para empréstimo pessoal também são menores no Banespa, 4,2%. No caso do empréstimo pessoal, a maior taxa de juros apurada foi da Nossa Caixa, também um banco público.
Apesar das reduções, as taxas de juros continuam muito altas. Um juro de cheque especial de 9,88% ao mês, por exemplo, representa uma taxa anual de 209,75%. A média apurada para empréstimo pessoal, de 5,09% ao mês, representa juro anual de 81 44%.
A pesquisa do Procon começou a constatar redução nas taxas de juros a partir de abril, queda interrompida temporariamente em julho. Proporcionalmente, a redução dos juros ao consumidor é muito menor do que a da taxa básica, que caiu 35% de janeiro para cá e está em 19%.
A média de juros do cheque especial recuou apenas 11%, saindo de 11,1% em janeiro para 9,88% em outubro. No caso de empréstimo pessoal, o recuo foi de 18%, saindo de 6,22% de média em janeiro para 5,09% este mês.

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