Rio, 27 (AE) - O nível de emprego da indústria continuou em queda em março, mas acontece de forma menos intensa, segundo dados divulgados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com fevereiro, houve corte de 0,4% do número de vagas, e em relação a março de 1998, a retração foi de 9,2%. Nos três primeiros meses do ano, a redução já chega a 9,3% das vagas.
A gerente de Análises de Dados da Indústria do IBGE, Miriam Ferreira, afirmou que a reação da produção industrial captada nos últimos meses não deve resultar em mais contratações. Ela explicou que o setor só voltaria a empregar com uma perspectiva de aumento contínuo da produção. "A empresa contrata com perspectiva de médio e longo prazos", explicou Miriam.
O desemprego vem atingindo mais fortemente Minas Gerais e São Paulo, Estados onde houve maior queda de produção no início do ano. Na comparação de março deste ano com o mesmo mês do ano anterior, a indústria mineira mostrou queda de 13% das vagas, e a paulista, redução de 10,5%.
Salários - A massa de salários pagos na indústria caiu 1 4% de fevereiro para março. Foi a terceira queda consecutiva registrada pelo IBGE. Miriam lembrou que, no ano passado, embora o nível de emprego também tivesse caído, o nível salarial registrou alta. Nos índices acumulados do primeiro trimestre, as maiores quedas, novamente, ficaram com Minas Gerais (-13.9%) e São Paulo (-11,9%).

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