Pesquisa diz que empresário quer reforma tributária
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 14 de setembro de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 15 (AE) - A reforma tributária e uma política de geração de empregos são as duas medidas que os empresários pesquisados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) tomariam neste momento para solucionar as questões sociais existentes no Brasil, se estivessem no governo.
Ao fazer essa pergunta, deixando a resposta espontânea, a pesquisa encomendada pela Fiesp ao Instituto Vox Polpuli constatou que 30% dos empresários elegem a reforma tributária como a principal medida de combate aos problemas sociais, independente do porte dessas empresas.
Coincidentemente, as grandes e micro empresas são as que mais aprovam essa providência. A geração de empregos foi a resposta mais citada, com 28%.
Apesar de a pergunta buscar soluções para a crise social
a diretora do Departamento de Pesquisas da Fiesp, Clarice Seibel, achou significativo que a reforma tributária tenha sido a principal alternativa apontada pelos empresários.
"A reforma possibilita a redução de custos de produção, com aumento de eficiência que estimula a produção e, consequentemente, gera empregos", disse ela.
Ainda de acordo com a mesma pesquisa, a Fiesp quis saber dos empresários qual é o maior obstáculo ao fortalecimento da indústria brasileira.
Ao apresentar um questionáiro com respostas múltiplas, constatou que 96% dos empresários citam a carga tributária como o maior problema.
Em seguida, com 86% das respostas, foram citados os encargos sociais. Todos os quatro ítens seguintes dizem respeito às condições de acesso ao crédito.
As pesquisas tiveram como período de coleta de dados entre os dias 25 e 27 e, portanto, anterior ao lançamento do Plano Plurianual de Investimentos (PPA) e também à substituição no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo Clarice, a expectativa da Fiesp é de que a próxima pesquisa, relativa a setembro, traga um resultado mais positivo para o governo, à medida que o PPA é avaliado pela indústria como um instrumento importante no monitoriamento das despesas públicas.


