Mulheres que tiveram diagnosticado câncer de mama podem participar da pesquisa para comprovar os efeitos da beta-glucana. A pesquisa é feita pela nutricionista Clísia Mara Carreira, pelo Laboratório de Genética Toxicológica da UEL. O projeto foi aprovado pelo comitê de ética da instituição.
O objetivo é avaliar 250 mulheres em até dois anos. Metade do grupo vai utilizar beta-glucana proveniente de levedura, e a outra metade placebo, feito de gelatina. ''Mesmo o placebo tem nutriente, a proteína'', afirma Clísia. A metodologia é chamada de duplo-cego - nem a pesquisadora, nem quem usa, sabe o que está ingerindo.
As cápsulas, ou de beta-glucana ou de placebo, preparadas pelo laboratório de medicamentos da UEL serão usadas duas vezes por dia, durante o período em que estiverem passando por quimioterapia, que varia de quatro a oito sessões e dura cerca de 80 dias. A inclusão na pesquisa deve ocorrer assim que se sabe do diagnóstico, antes do início do tratamento. Cinco mulheres já iniciaram o uso das cápsulas.
A expectativa é que 70% das mulheres que usarem a beta-glucana tenham algum tipo de melhora, assim como 10% das que usarem o placebo. Serão feitas avaliações genéticas, laboratoriais, clínicas e nutricionais. Durante o período da pesquisa, a nutricionista vai investigar os hábitos alimentares de cada participante, antes, durante e após o tratamento. ''Espero provar a baixa ingestão de fibras e a necessidade de suplementação'', explica Clísia.
O projeto tem apoio do Instituto do Câncer (ICL), mas também podem participar outras instituições de tratamento. A escolha por estudar especificamente o câncer de mama, segundo Mantovani, foi pela ''incidência importante na população''. (C.P.)

Serviço:
Interessadas em participar da pesquisa podem entrar em contato pelo e-mail [email protected] ou [email protected]

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