São Paulo, 20 (AE) - Pesquisa realizada pela International Data Corporation (IDC) indica que 13% das empresas norte-americanas e canadenses já estão utilizando o Linux, um sistema operacional de código aberto. Em 1997, levantamento semelhante revelou que a participação do Linux no mercado era insignificante. Desenvolvido em 1991 pelo estudante finlandês Linus Torvalds, o Linux é apoiado no sistema Unix. Segundo seus usuários, sua principal vantagem está na livre difusão - o sistema está disponível gratuitamente para download na Internet. No mercado, algumas empresas empacotam o sistema e o vendem com manuais, além de oferecerem cursos de formação.
Nos Estados Unidos a distribuidora RedHat tem sido apontada como "uma futura Microsoft", fabricante do Windows, o sistema mais utilizado em todo o mundo. No Brasil, a distribuidora Conectiva já exporta o Linux para vários países da América Latina. Só no primeiro semestre deste ano, a empresa vendeu mais de 400 mil cópias do sistema, disponível em português, espanhol, edição servidor, entre outras. O diretor comercial da empresa, Sandro Nunes, anunciou que passará a distribuir seus produtos para Portugal e Panamá a partir do próximo mês.
As parcerias foram fechadas nesta semana, durante a Comdex, maior feira de informática da América Latina. "Nós superamos nossas perspectivas de negócios corporativos durante esta Comdex vendendo mais de 7 mil unidades", disse Nunes. Empresas públicas e privadas, além de integradores de hardware, estiveram no estande da empresa fazendo seu primeiro contato com o Mundo Linux. Segundo Nunes, muitas empresas do setor privado buscam esclarecimentos sobre a migração de máquinas para o sistema operacional preocupados com a regularização de seus softwares piratas.
No setor público a redução de gastos com tecnologia faz com que se adote o Linux em algumas máquinas. Dentre os usuários deste nicho estão a prefeitura de Foz do Iguaçu, o governo estadual do Rio Grande do Sul, e a Empresa de Correios e Telégrafos. O maior obstáculo que o Linux enfrenta é a dificuldade de instalação, porém, com a aproximação dos integradores de hardware e de empresas como IBM, Compaq, Oracle e Intel, este obstáculo tende a diminuir. Segundo estimativas feitas pelos integradores, a redução de custos pode chegar a até 90% em relação a outras soluções de softwares pré-instalados. "Acredito que até o final do ano, 8% das máquinas brasileiras terão o Linux instalado", disse o diretor comercial da Conectiva.

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