Pesquisa da Pricewaterhouse mostra otimismo de empresas para o 2º semestre
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terça-feira, 03 de agosto de 1999
Por Maria Fernanda Delmas 
Rio, 04 (AE) - As empresas brasileiras estão mais otimistas em relação ao comportamento das vendas, dos investimentos, da inflação e do nível de emprego no segundo semestre. É o que indica a Sondagem das Expectativas Empresariais, realizada pela Pricewaterhouse&Coopers entre os dias 16 e 23 de julho. A consultoria reuniu informações fornecidas por 100 das 500 maiores empresas privadas do País, quase metade com faturamento entre US$ 200 milhões e US$ 500 milhões. Para o período de agosto a dezembro, 44% das empresas estimam aumentos acima de 5% nas vendas. Apenas 5% acreditam em queda de mais de 10%.
Durante o primeiro semestre, a situação era inversa: 19% disseram que suas vendas registraram queda de mais de 10%. Em relação ao nível de emprego, 42% das empresas registraram crescimento zero ou queda de até 4,9%, no primeiro semestre. No segundo semestre, 45% acreditam em aumento dos empregos. Os investimentos devem crescer acima de 2%, segundo 40% das empresas.
No primeiro semestre, 47% dos entrevistados declararam ter havido estagnação ou queda nos investimentos. A maioria das empresas - 77% - ainda acredita em estagnação ou queda de até 2% no Produto Interno Bruto (PIB), mas 18% prevêem aumento de 1% e 5% das empresas estimam aumento de 2%.
O índice de inflação deve ficar entre 8% e 9% anuais, indicaram 53% das empresas. 27% delas acreditam em déficit público nominal de 6% e 72% acham que os juros ficarão entre 20 1% e 30%. Se houver mudanças no regime cambial da Argentina, 54% das empresas deverão ser afetadas - 78% delas negativamente.


