Pesquisa da CNI revela que investimento em design vendem mais
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segunda-feira, 07 de junho de 1999
Por Gecy Belmonte 
Brasília,08 (AE) - As empresas que investem em design industrial vendem mais e têm maior redução nos seus custos de produção, conforme demonstra pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com 503 indústrias em todo o País, divulgada hoje pela entidade. Conforme a pesquisa, realizada no período de maio a julho de 1998, 75% das empreas obtiveram aumento nas vendas, enquanto 41% delas apresentaram redução de custos de produção, sendo que os setores automotivo e eletroeletrônico foram os que mais diminuiram seus custos operacionais.
A pesquisa, divulgada pelo presidente do Conselho de Política Industrial e Desenvolvimento Tecnológico da CNI, José de Freitas Mascarenhas, envolveu empresas de grande porte (16%), de médio porte (29%), pequenas (36%) e microempresas (19%). Os setores pesquisados foram automotivo e componentes, brinquedos, cerâmica, calçados, couro e peles, eletroeletrônico, embalagem, gemas e jóias, higiene e beleza,máquinas e equipamentos, mobiliário, têxtil e confecções.
Do total de setores que participaram da pesquisa, o de eletroeletrônico foi o que mais reduziu seus custos de produção (58%) com o uso do design nos dois últimos anos, seguido do automotivo, que obteve uma redução de 58% em seus custos de produção, e do ramo de máquinas e equipamentos, que obteve uma diminuição de 46% em suas despesas de produção, segundo a coordenadora de Competitividade Industrial da CNI, Susana Kakuta
que participou da entrevista coletiva na qual a pesquisa foi divulgada.
Com relação ao reflexo do uso do design nas vendas efetuadas pelas empresas nos dois últimos anos, a pesquisa intitulada "O estágio atual da gestão do design na indústria brasileira" demonstra que o setor de brinquedos foi o que mais se destacou, com um impacto de 89% , seguido pelo de higiene e beleza, com um impacto de 86% e pelo setor têxtil, com 83% de aumento em suas vendas. Já com relação ao aumento de faturamento
os ramos de higiene e limpeza e o de mobiliário foram os que mais se destacaram, registrando um impacto de 86% e 85% respectivamente, conforme os dados da CNI.
Esta foi a primeira pesquisa feita pela CNI sobre o uso de design pelas indústrias e também apresenta dados relativos à gestão desse setor nas empresas, investimentos e grau de inovação dos produtos e processos. Susana Kakuta informou que os dados coletados pela entidade mostram que 52% das 503 empresas pesquisadas adotam o design, sendo que este percentual é maior nas grandes indústrias (67%), com destaque para os setores de brinquedos, higiene e beleza, mobiliário e pelo subsetor de utilidades domésticas.
Diante da importância do design para o desempenho das indústrias, a CNI também lançou uma cartilha sobre o tema. A cartilha, com 55 páginas, explica aos empresários o que é um projeto de design, quais os benefícios que ele propicia à indústria, além de mostrar como encomendar um projeto e onde obter investimentos necessários para custeá-lo. A cartilha da CNI será distribuída através das federações estaduais de indústria em todo o País.


