Pesquisa brasileira é destaque
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terça-feira, 11 de julho de 2000
Agência Estado De Brasília 
Uma pesquisa brasileira reunindo cientistas locais e estrangeiros e que resultou no sequenciamento completo da bactéria Xylella Fastidiosa, responsável pela propagação de pragas que atacam lavouras de laranja, café, uva, cana-de-açúcar, ameixa, pêssego, amêndoas entre outras plantações, será capa de uma das mais prestigiadas revistas científicas do mundo, a inglesa Nature, que começa a circular amanhã. O genoma da Xylella Fastidiosa que foi sequenciado é o que provoca o amarelinho, uma praga que ataca os laranjais do País e que dará origem a novas pesquisas que visam identificar o comportamento desta bactéria em lavouras brasileiras de cana-de-açúcar e até vinhedos da Califórnia (EUA).
O biólogo inglês Andrew Simpson, coordenador do projeto desenvolvido pelo Instituto Ludwig, da Suíça, em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e universidades, faculdades públicas e privadas do País, além de diversos centros de pesquisa, não escondia, ontem, o seu contentamento nos corredores da 52ª Reunião Anual da SBPC com o reconhecimento mundial do trabalho. Isso dará impulso para novas pesquisas aqui, disse.
Segundo ele, o projeto que visa, até o fim do ano, sequenciar geneticamente alguns tipos de câncer que se alastram por meio de bactérias. Esperamos ter uma alguma novidade nessa área até o final do ano, disse Simpson, que fala com alegria e um forte sotaque britânico da possibilidade de o Brasil vir a fazer uma análise mais detalhada da doença que mata milhares de pessoas por ano em todo o mundo.
Já o projeto que sequenciou a Xylella Fastidiosa responsável pelo amarelinho, que está dando mais notoriedade à pesquisa realizada no País, envolve investimento de US$ 20 milhões e teve início em 1997.


