Uma proteína que impede o crescimento indiscriminado de vasos sanguíneos pode dar novo fôlego a um dos principais focos de atenção na pesquisa de drogas contra o câncer.
O estudo estará na edição de hoje da ''PNAS'', a revista da Academia Nacional de Ciências dos EUA. O trabalho revela que a trombospondina-1 (TSP1) inibe o crescimento de tumores e descreve parte do mecanismo que impede o fluxo de sangue com nutrientes e oxigênio para novas células cancerosas, matando-as de fome.
A pesquisa, de uma equipe de médicos da Universidade da Califórnia, comprovou a eficiência da proteína em impedir a angiogênese, expansão e ramificação dos vasos sanguíneos dos tecidos.
A TSP1 não é a primeira molécula conhecida com essa propriedade, e o surgimento de um medicamento baseado nela ainda pode demorar. O fato de ela já existir naturalmente no corpo humano, entretanto, pode significar um diferencial.
''Uma vantagem da TSP1 é que a proteína já está presente no corpo. Consequentemente, podemos nos aproveitar dessa propriedade para ampliar a produção endógena (interna) nas próprias células'', disse Luisa Iruela-Arispe, uma das autoras do estudo.
Para testar a ação da proteína em coibir o tumor, a pesquisadora comparou a evolução de tumores em camundongos de três linhagens diferentes. Uma delas foi desenvolvida em laboratório para ser altamente propensa ao surgimento de câncer de mama. Esse tipo de animal foi cruzado com linhagens transgênicas para obter os outros dois tipos: um deles era incapaz de produzir a TSP1, e outro a produzia em excesso.

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