São Paulo - Imagine escolher quando quer menstruar e quanto tempo o ciclo deve durar. Ou ainda utilizar novas maneiras de administração do anticoncepcional, com menos hormônios, ou até sem nenhum. Novas formas de contracepção são alvo de estudos da Bayer Schering Pharma (BSP) e poderão se tornar realidade para atender às modernas necessidades das mulheres.
Já aprovado para uso na Europa, o Qlaira é o primeiro anticoncepcional que tem estrogênio natural na sua composição. Segundo o médico Philip Smits, diretor mundial da divisão de saúde feminina da BSP, a chamada ''pílula natural'' é mais ''gentil'' com o fígado, causando menos impacto no órgão. Outro benefício é a eficácia já comprovada para mulheres que tem menstruação com grande volume de sangramento e por vários dias.
Outro produto submetido à aprovação da Agência Européia de Medicamento (EMEA) é o Visanne, para tratamento da endometriose. A doença crônica, caracterizada pela presença de tecidos similares ao tecido endometrial fora do útero, costuma causar fortes cólicas menstruais e está relacionada à infertilidade. A novidade é que o medicamento é oral, administrado uma vez ao dia, e pode ser usado para tratamento prolongado. Hoje a terapia padrão é indicada para tratamentos de curto prazo pelos efeitos colaterais, o pior deles colocar a mulher na pré-menopausa antes do tempo.
A empresa estuda ainda novas alternativas para tomar a pílula. Uma delas é um adesivo de baixa dose, menor que o disponível no mercado, e que deverá ser aplicado uma vez por semana. Outra forma de administração pesquisada é uma versão sublingual, ''tirinhas que derretem quando colocadas na boca'', ou ainda injetáveis, de forma que as próprias mulheres possam aplicar. Já com previsão de lançamento para 2014 é a pílula sem estrogênio, componente contraindicado para algumas mulheres.
Outra pesquisa é o contraceptivo por demanda, diferente da pílula do dia seguinte, que não é um método anticoncepcional e traz prejuízos ao corpo da mulher se usados com frequência por causa da alta dosagem de hormônios. ''Também estudamos uma categoria análoga ao estrogênio para mulheres na menopausa, que esperamos que reduza os sintomas associados'', afirma.
Um novo sistema intra-uterino, liberador de hormônio, com tamanho reduzido, é outra novidade que promete agradar, pela facilidade de utilização por mulheres jovens ou em fase de menopausa, quando o útero está reduzido em tamanho.
* A jornalista viajou a convite da Bayer Schering Pharma

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