Pesquisa aponta que pombos não voltaram
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terça-feira, 18 de setembro de 2012
Danilo Marconi <br> Reportagem Local 
Londrina - Biólogos da Secretaria Municipal do Ambiente (Sema) constataram que o possível regresso dos pombos da espécie Columba livia, também chamados de pombos domésticos, para a Área Central de Londrina, ainda não ocorreu. Hoje faz uma semana que começou a pesquisa para manejo das aves na tentativa de reduzir a população de aves na cidade.
A experiência foi feita com aves que ocupavam o pombal instalado no Cemitério São Pedro (Centro). Inicialmente foram capturados nove pombos e depois mais 24. Os animais foram marcados com anilhas e transportados para a Zona Rural. A soltura ocorreu a pelo menos 50 quilômetros da Área Central.
Estudiosos acreditam que na mata há alimento em abundância para possibilitar que esses animais não voltem para a cidade. Apontam ainda que a existência de predadores naturais no campo pode contribuir para o controle populacional da espécie.
Essa pode ser uma alternativa para reduzir o número de pombos na Área Central, já que o Município não conseguiu implantar outro projeto com sucesso. Na última gestão várias alternativas foram propostas, como o uso de predadores, repelentes, anticoncepcionais e até o sacrifício.
Uma semana depois, nenhum pombo retornou ao local de origem. O diretor-técnico da Sema, Paulo Dolibaina, prefere não comemorar. ''Ainda temos outras áreas para vistoriar e é prematuro fazer análise desse período. Por enquanto é um bom sinal (observar que nenhuma ave retornou)'', disse o biólogo.
Os monitoramentos de campo ainda vão durar três meses. ''A partir dessas informações, se haverá o retorno ou não dos pombos e qual esse percentual, vamos realizar o projeto (de transferir mais pombos para a Zona Rural). A pesquisa vai nortear essas medidas que serão tomadas posteriormente'', acrescentou.
A Sema não deve incluir o manejo das pombas amargosinhas (espécie Zenaida auriculata), por tratar-se de uma ave nativa. A secretaria depende de um licenciamento ambiental do Ibama para realizar estudos deste caráter.


