Pesquisa aponta que para 61% dos brasileiros Aids não é fatal
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Agência Folha 
Brasília - Uma pesquisa realizada em 15 países revelou que 61% dos brasileiros não acreditam que a Aids seja uma doença fatal o maior índice de desinformação entre os países pesquisados. O universo da pesquisa no Brasil é composto por uma amostragem de 1.007 pessoas, que foram entrevistadas por telefone e moram em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte e em Porto Alegre.
O estudo também verificou o grau de satisfação dos brasileiros com as ações governamentais contra a doença. Questionava se o País está fazendo o suficiente contra a Aids. Menos de 30% dos entrevistados disseram que sim, apesar de o programa brasileiro de Aids ser considerado modelo pela Organização Mundial da Saúde. A maioria dos brasileiros sabia que a Aids é uma doença e aprova que menores de 14 anos aprendam que a camisinha pode proteger contra o HIV.
A pesquisa, realizada a pedido da BBC, foi feita no Brasil entre os dias 10 e 24 de agosto deste ano, e também em outros 15 países.
Para o diretor do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e Aids, Alexandre Grangeiro, a pesquisa não é qualitativa e sim quantitativa, por isso fica difícil fazer alguma interpretação. No entanto, segundo ele, o resultado da pesquisa, que num primeiro momento parece negativo, pode ser reflexo da política de combate à doença no País, que hoje mostra uma realidade bem diferente do que há dez anos. ''Hoje todos sabem que a Aids é uma doença que tem tratamento que pode garantir a manutenção da qualidade de vida dos pacientes'', disse.
Por isso, segundo ele, a idéia de que a doença mata em poucos dias foi trocada pelo reconhecimento de que a Aids deixou de ser fatal e passou a ser uma doença crônica e que tem tratamento. 8.400 pessoas morreram no País devido à Aids em 2001, segundo a Organização das Nações Unidas.


