Pesquisa aponta proliferação de ratos em Londrina
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Paula Costa Bonini <br> Reportagem Local 
Londrina - Professores e estudantes de medicina veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolveram um estudo para detectar as doenças transmitidas pelos ratos e alertar sobre a proliferação do animal em Londrina. Os resultados são preocupantes, uma vez que os roedores transmitem graves infecções, colocando em risco a saúde a vida da população.
Durante a pesquisa foram capturados 180 ratos em 37 pontos de reciclagem da cidade. Desse total, cerca de 18% estavam com leptospirose (doença transmitida pela urina do animal); 25,8% com Giardia spp e 14,2% com Cryptosporidium spp, parasitas causadores da diarreia. Além disso, 8,84% apresentavam toxoplasmose.
''É uma situação preocupante. A infestação nos pontos de reciclagem é alta devido ao acúmulo de materiais e à falta de higiene'', afirma a professora de epidemiologia veterinária Roberta Lemos Freire, uma das autoras da pesquisa ''Ratos Urbanos: o papel destes sinantrópicos como fonte de infecção à população humana e animal''.
Segundo ela, os fatores que facilitam a proliferação dos roedores são água, abrigo, alimento e acessibilidade. ''As pessoas precisam cuidar da higiene dos ambientes. É importante não acumular resíduos e manter os recipientes de lixo com tampa. São medidas simples que evitam a proliferação dos ratos nas residências e em qualquer local'', alerta Roberta. Outro cuidado, segundo ela, é dificultar o acesso dos roedores à ração dos animais domésticos.
As principais espécies de ratos urbanos, de acordo com a professora, são o de esgoto, que é a conhecida ratazana, e o de telhado. ''Hoje em dia, em razão da verticalização das cidades é mais comum encontrar o rato de telhado'', observa.
Roberta ressalta que cada roedor exige uma estratégia diferente de controle. Algumas orientações, no entanto, servem para todos os casos. ''A pessoa nunca deve utilizar um raticida com efeito agudo. Este tipo de veneno pode matar o animal de companhia e até uma pessoa. O raticida indicado é o crônico que não mata o rato imediatamente'', orienta, ressaltando que o raticida líquido jamais deve ser utilizado.
A diretora interina da Vigilância Sanitária em Londrina, Denise Nunes, afirma que não há nenhum trabalho específico voltado ao combate dos roedores. ''Nas vistorias de rotina, damos orientações para controle de pragas e ratos e fazemos atendimento mediante denúncia'', explica.


