Pesquisa aponta melhora na telefonia em São Paulo4/Mar, 17:46 Por Gustavo Paul Brasília, 4 (AE) - A população de baixa renda passou a ter mais telefone em casa no ano passado, enquanto as classes A e B, com renda acima de 10 salários mínimos, aumentaram o uso dos telefones públicos. Essas são algumas das conclusões de uma ampla pesquisa de opinião encomendada pela Telefônica em todo Estado de São Paulo, à qual a Agência Estado teve acesso. O porcentual de famílias que recebem entre cinco e dez salários mínimos com telefone residencial passou de 48%, nível verificado em abril do ano passado, quando a operadora ainda era criticada pelos usuários e órgãos de defesa do consumidor, para 57%, em dezembro. Aumentou também o grau de satisfação em relação aos serviços prestados, de 58% para 72% em dezembro. Foram ouvidos pela empresa de consultoria Jaime Troiano 3.034 usuários entre os dias 10 e 30 de dezembro em entrevistas realizadas na Grande São Paulo e no interior do Estado. A amostragem incluiu consumidores de quatro classes sociais, quatro faixas etárias diferentes, que têm (62%) ou não (38%) telefone fixo em casa. A pesquisa contou ainda com 200 empresas de pequeno, médio e grande portes. Em relação à telefonia pública, o fato curioso foi o aumento dos índices de uso deste serviço pelos segmentos mais privilegiados da população, enquanto ela não cresceu entre os já tradicionais usuários, ou seja, as classes C e D. Constatou-se que em dezembro 72% dos usuários das classes A e B usavam telefones públicos, quando em abril esse porcentual era de 64%. Melhorou ligeiramente o nível de satisfação com esse serviços, que passou de 63%, em abril, para 69%, em dezembro. A pesquisa revela um crescimento na posse de telefones residenciais no ano passado em todo o Estado. Os domicílios com telefone passaram de 52% para 62%, sendo que na capital passou de 50% para 64%. No interior passou de 54% para 59% e na região metropolitana, de 50% para 63%. "Em um ano e meio, a Telefônica fez a metade de tudo que a antiga Telesp implantou em 25 anos", afirmou o presidente do grupo Telefônica no Brasil, Fernando Xavier Ferreira. Ao ser vendida em julho de 1998, a empresa tinha 170.000 telefones públicos instalados e em dezembro passou para 217.000. Até o fim deste ano 24.000 novos telefones públicos serão implantados.

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