Baixos salários, turmas muito cheias e falta de estrutura causam impactos diretos na saúde dos professores. Pesquisa realizada pelo Sinpro do Rio Grande do Sul entre maio de 2008 e agosto de 2009 constatou que 49% dos docentes ouvidos faz tratamentos com medicamentos e outros porcedimentos. ''Esse resultado certamente reflete a realidade do Paraná'', afirma Diego Mendes, diretor financeiro do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina e Norte do Paraná (Sinpro).
Outra constatação é que 45% dos entrevistados disseram ter apresentado algum problema de saúde física ou mental relacionado ao trabalho. E a grande maioria (78%) apontou cansaço e esgotamento frequentes nos últimos seis meses. Além disso, 20% dos educadores disseram usar medicamentos antidepressivos.
Outro dado é que 41% dos entrevistados perceberam-se frequentamente irritados, de mau humor ou impacientes no último semestre. No mesmo período, 54% afirmaram estar frequentemente preocupados ou ansiosose 29% disseram sentir-se sempre infelizes ou deprimidos. Respostas positivas para o estresse apareceram em 35% do universo pesquisado. ''É nesse estado de espírito que eles estão lidando com os alunos'', destaca Mendes.
A atividade docente também parece trazer consequências para a saúde física. Conforme a pesquisa, 85% dos professores afirma já ter trabalhado com dor e 71% atestou sentir dores no corpo após um dia de trabalho nas semanas anteriores à entrevista. Nos últimos seis meses, 49% apresentaram rouquidão ou ficou sem voz.
''Os principais fatores prejudiciais à saúde dos professores no ensino privado apontam diretamente para a organização do trabalho e as relações no local de trabalho'', relata o texto de conclusão da pesquisa. Conforme o estudo, ''fatores como jornada de trabalho, excesso de atividades, pressão de chefias e colegas de trabalho, assédio moral no trabalho, relação com chefias, colegas professores, pais e alunos estão entre os principais geradores de agravos à saúde física e mental dos professores.''(C.A.)

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