Quem sofre de fibromialgia costuma percorrer vários caminhos para encontrar alívio para as dores. A acupuntura é uma das possibilidades e devido aos bons resultados é alvo de pesquisas.
Na grupo de dores crônicas do Hospital das Clínicas da FMUSP, aponta o ortopedista Ricardo Yamamoto, são 60 pacientes acompanhados com duas técnicas diferentes de acupuntura. O objetivo, segundo ele, é ver qual das duas apresenta melhor resultado para quem sofre de fibromialgia, se a clássica ou a sham, que se caracteriza pela não introdução das agulhas, mas apenas pelo estímulo dos pontos.
Pelos preceitos da acupuntura, explica a farmacêutica Karolina Widerski, especialista na área, todo processo patológico tem origem no desequilíbrio energético do corpo, causado normalmente primeiro por um desequilíbrio emocional. Todos os órgãos e vísceras, explica, têm canais de energia (meridianos) relacionados, e quem sofre de fibromialgia, segundo a visão chinesa, tem desequilíbrio de energias no baço e no fígado, que regem as preocupações e tensões. ''Não quer dizer que há problemas físicos nos órgãos, mas puramente energéticos'', aponta.
O que a acupuntura vai fazer, ressalta Karolina, é ''desencadear um processo de estímulo da serotonina e da endorfina'', neurotransmissores do bem-estar. ''A pessoa consegue um sono mais tranquilo para poder descansar e trata fadiga, estresse e até depressão, e equilibra a parte emocional. A pessoa aprende mais sobre ela mesma e fica mais consciente do que o corpo está pedindo'', explica.
Segundo Aparecida Enomoto, graduada em medicina tradicional chinesa e especialista em acupuntura, a técnica é a possibilidade de um tratamento sem efeitos colaterais. ''Sua eficácia no tratamento da dor é reconhecida por muitos médicos, pois a ação terapêutica age diretamente nos músculos cronicamente afetados e trata o corpo como um todo'', diz.
Aparecuda Enomoto diz que uma sessão semanal de 30 minutos é suficiente para os efeitos começarem a aparecer. O tratamento para quem sofre de fibromialgia, explica, é constante, pois a doença não tem cura e ''o mais importante é um tratamento eficaz para controlar os sintomas''.
Outro dos tratamentos possíveis, segundo a fisioterapeuta Márcia Morita, de Londrina, é o shiatsu. ''Ao aplicar shiatsu, percebo onde a musculatura está mais tensa, mais contraída, o que não aparece em exames'', ressalta. (C.P.)

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