São Paulo, 04 (AE) - As aquisções e fusões cresceram 68% no segundo trimestre em relação ao primeiro de 1999, de acordo com pesquisa realizada pela consultoria internacional KPMG. Os números mostram que as operações atingiram o mesmo patamar de 1997 e 1998, consideradas épocas de pico do mercado. O volume de transações cresceu 22%, no segundo trimestre, contra o mesmo período de 1998, segundo a pesquisa da consultoria.
O estudo mostra ainda um aumento de 70% na participação de investidores estrangeiros nas operações. Do total de 89 transações no segundo trimestre, 63 delas envolveram o capital externo. Segundo o sócio da KPMG Márcio Lutterbach, "esse crescimento mostra que o Brasil continua na rota dos investidores e isso deve aquecer o mercado de fusões e aquisições no segundo semestre".
O setor de telecomunicações ocupa o primeiro lugar no ranking de fusões e aquisições, segundo a KPMG, totalizando 20 operações. Em segundo lugar, está o de supermercados, com oito transações, seguido do de alimentos, bebidas e fumo, com seis.
De acordo com a pesquisa da KPMG, São Paulo continua liderando o ranking de fusões e aquisições no segundo trimestre, com 48,5% das transações. Em seguida, vem Rio, com 15,5%, e Minas Gerais, com 12%.
Em relação ao primeiro semestre, o estudo da KPMG apresenta uma queda de 17% no volume de transações, quando comparado com o mesmo período de 1998. De janeiro a junho de 1999, ocorreram 142 operações neste ano contra 167, em 1998, e 172, em 1997.
A KPMG realiza a pesquisa de fusões e aquisições no Brasil desde 1992. Uma operação é registrada após divulgada publicamente. Por isso, os números podem não refletir a totalidade das negociações feitas no mercado.

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