São Paulo - Apesar do perfil, aparentemente, conservador em relação ao comportamento afetivo-sexual, o curitibano é, entre os brasileiros, o que tem maior abertura para conversar sobre sexo com familiares. Mais de 66% dos homens que vivem na Capital paranaense se sentem à vontade para falar sobre o tema em casa, enquanto a média nacional chega próximo a 58%. Na outra ponta, com o maior índice entre os que menos conversam sobre sexo em família (46,9%), estão os gaúchos. Entre as mulheres, as manauenses são as mais abertas sobre o tema (68,1%) e as mineiras as mais recatadas (52,7%).
  Mesmo com as diferenças regionais, a média brasileira dos que quebraram o tabu de falar sobre o sexo em família é alta, o que foi apontado como um fator positivo pela professora Carmita Abdo do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, ao apresentar, ontem, na capital paulista, os resultados finais da maior pesquisa sobre sexo e afeto já realizada no País. O estudo - batizado Mosaico Brasil - foi desenvolvido pelo Projeto Sexualidade (Prosex) da USP, com apoio da Pfizer. ‘‘Isso mostra que está mudando a forma como a educação sexual está se processando no País’’, justificou Carmita, apostando em uma geração mais preparada para encarar e conduzir sua vida sexual.

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