PESQUISA - Jovens com mais anos de estudo têm filho mais cedo
A maior parte das adolescentes que engravidaram no Estado de São Paulo no ano passado tinha de 8 a 11 anos de escolaridade e estava na série correspondente à sua idade. Os dados, que mostram que a gravidez precoce não está tão ligada ao acesso à informação como se pensa e sim a outros fatores do cotidiano dos jovens, fazem parte de uma pesquisa feita pela Secretaria Estadual da Saúde.
O que nos assustou foi que esperávamos que a maioria dos casos de gravidez não planejada acontecesse com as meninas que têm entre um e três anos de escolaridade e não entre as com maior nível educacional, afirmou Albertina Duarte Takiuti, coordenadora do Programa Saúde do Adolescente da secretaria.
Outra pesquisa realizada pela secretaria mostrou que os adolescentes conheciam 90% dos métodos contraceptivos disponíveis, inclusive a pílula do dia seguinte, comercializada desde 1999. A questão é a negociação no relacionamento entre eles. A menina sofre com a doença do agradar, tem medo de contrariar o namorado, e o menino com a doença do campeão, com a ansiedade de não falhar. Nesse impasse, falta conversa e eles acabam não se prevenindo. Por isso trabalhamos com eles essa questão no atendimento, essa negociação. Pelo levantamento, foram 59,6 mil adolescentes grávidas com 8 a 11 anos de escolaridade em 2005, 33,6 mil com 4 a 7 anos e 3 mil com 1 a 3 anos. Já acima dos 12 anos de escolaridade, o número ficou em 5,6 mil.
A duração da gravidez depende essencialmente das espécies e suas características, como o tamanho (animais de maior porte têm gestações mais longas) ou o tempo de desenvolvimento do indivíduo jovem. No homem essa duração é de cerca de 38 semanas (266 dias) após a concepção, ou seja, cerca de 40 semanas após
a última menstruação.
São métodos que visam prevenir a gravidez, entre eles o uso de preservativos, dispositivo intra-uterino, pílula contraceptiva, contracepção hormonal injetável e método do calendário.





