Pescadores querem ajuda para enfrentar queda na venda de peixe
O presidente da Confederação Nacional dos Pescadores, Edemir Manoel Ferreira, pediu ontem o auxílio do Ministério da Saúde para as famílias que moram nos municípios do litoral paranaense. De acordo com ele, cerca de oito mil pescadores (dois mil deles em Paranaguá) estão com as vendas de peixes e mariscos prejudicadas desde o aparecimento do primeiro caso de cólera na região do porto. Ferreira sugeriu o início imediato de uma campanha mostrando que o peixe não transmite a doença desde que seja bem cozido. Acho que as medidas de prevenção foram muito rígidas e a população decidiu não comer qualquer tipo de fruto do mar, disse ele.
Na próxima quinta-feira, a Confederação quer promover uma peixada para a imprensa, autoridades locais e políticos. Queremos que eles nos ajudem a mudar a visão da população litorânea sobre a cólera, afirmou Ferreira. Até agora, o pescador acredita que já tenham sido jogadas fora cinco toneladas de peixe.
O ministro José Serra disse que os pescadores terão que ter um pouco de paciência. Ele afirmou que os mariscos, principalmente o bacucu, devem ser evitados porque são um grande foco de contaminação e propagação da cólera. No entanto, Serra admitiu que o peixe pode ser consumido, desde que a população tome todos os cuidados necessários. Acho que o trabalho de conscientização está nas ruas e todos sabem o que pode ser consumido e como deve ser consumido, complementou.
O governador Jaime Lerner disse que o Estado já está tentando diminuir as perdas dos pescadores com a epidemia da cólera em Paranaguá. Mil cestas básicas foram distribuídas aos pescadores que moram em regiões ribeirinhas. (L.P.)





