Curitiba- Perto de 1,7 mil pescadores de Antonina e Guaraqueçaba, no Litoral do Estado, devem começar a receber, na próxima semana, uma indenização pelo período de aproximadamente 50 dias que ficaram impedidos de trabalhar por causa do vazamento de óleo do navio chileno VicuÀa. A informação foi passada ontem pelo advogado da Sociedad Naviera Ultragas, armadora da embarcação, Luiz Roberto Levenciano.
De acordo com o advogado, esses pescadores, que haviam ingressado com ações indenizatórias, acabaram aceitando o acordo proposto pela Ultragas. O valor ajustado foi de R$ 1.732,15, mas descontando os honorários advocatícios, eles devem receber perto de R$ 1,2 mil. Os acordos, que põem fim aos processos judiciais, começam a ser protocolados hoje. Outros cerca de 300 pescadores, que não entraram na Justiça, também devem receber a indenização. Segundo Levenciano, 200 deles já assinaram o acordo.
Já os cerca de 1,8 mil pescadores de Paranaguá terão que aguardar o desenrolar do processo judicial. Há uma semana, o juiz da 1 Vara Cível de Paranaguá, Hélio Arabori, concedeu liminar em uma ação que reúne 916 pescadores, determinando que a Ultragas faça um depósito caução no valor de R$ 19.052.800,00 como garantia do pagamento da indenização requerida na ação principal. Os pescadores pediram 100 salários mínimos e o juiz entendeu que a caução fosse de, no mínimo, 80% do valor requerido, o que daria R$ 20.800,00 para cada um dos autores.
Levenciano disse que a medida cautelar era desnecessária, uma vez que, segundo ele, é praxe das seguradoras apresentar uma carta de garantia, assumindo o pagamento de indenizações no caso de eventual condenação do segurado. O advogado disse, ainda, que dos 1,8 mil pescadores de Paranaguá, 700 têm outras atividades e, por isso, não teriam o direito à indenização. Do restante, perto de 700 teriam manifestado, por escrito, o interesse em fazer o acordo.
A retirada dos destroços do VicuÀa seguem a passos lentos no terminal da Cattalini, no Porto de Paranaguá. A proa (parte da frente), que já foi retirada da água, está sendo cortada e será transportada até Pontal do Paraná, onde ocorre o desmonte o casario.

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