Depois de ficar 51 dias sem trabalhar por causa do derramamento de óleo ocorrido com a explosão do navio VicuÀa, em Paranaguá, em novembro do ano passado, alguns pescadores que aceitaram fazer acordo com a armadora do navio, Sociedad Naviera Ultragas, ainda não receberam o dinheiro.
Cerca de 300 pescadores de Paranaguá que segundo a Federação dos Pescadores assinaram fizeram o acordo, cancelando a ação na Justiça, não receberam até agora os R$ 1,2 mil que tinham direito. Isso aconteceu em função de um desentendimento entre a Ultragas e a Cattalini, proprietária do pier onde o navio explodiu. Os pescadores de Guraqueçaba e Antonina que fizeram a negociação já receberam o dinheiro. O advogado da Ultragas, Luiz Roberto Leven Siano, afirma que a Cattalini se comprometeu a pagar metade do valor e agora está voltando trás.
''A gente não se comprometeu em momento algum a pagar nada para os pescadores de Paranaguá porque não somos réu do processo. Já em Antonina e Guaraqueçaba, somos'', explicou o advogado da Cattaline, Elian Prado Caetano. O impasse está acontecendo porque o advogado que representa os pescadores, Leonardo da Costa, está movendo processo de indenização moral somente contra a Ultragas. ''Não queríamos discutir a responsabilidade pelo acidente no processo. Isso seria bem mais demorado. A Ultragas que mova processo contra terceiros depois, se for o caso'', justificou Costa.

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