Pescadores de Antonina recebem cestas básicas
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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2001
Andréa Lombardo De Curitiba 
A Petrobras começou, ontem, a distribuição de cestas básicas para os pescadores de Antonina, Litoral do Estado, como forma de ajudar as famílias, até que a pesca volte a ser liberada. Quanto ao auxílio financeiro, a assessoria de imprensa informou que a empresa ainda está estudando a proposta feita pelos pescadores. A Colônia de Pescadores, entidade que representa a categoria no Litoral, pediu um socorro de dois salários mínimos. A pesca foi proibida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), na última terça-feira, por conta do vazamento de 50 mil litros de óleo diesel na Serra do Mar.
Em nota oficial, ontem, a Petrobras afirmou que, atendendo orientação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), iniciou a retirada de algumas barreiras na área dos rios Sagrado, do Meio, das Neves e Nhundiaquara. De acordo com a nota, a superfície dos rios está limpa, mas as equipes permanecem no local, recolhendo os detritos que ficaram depositados nas margens e em áreas próximas e, ainda, monitorando a fauna e a flora.
Apesar da proibição, alguns pescadores ainda mantêm as suas atividades. Como a venda também está proibida no município, muitos deles tentam repassar seus pescados para comerciantes de Paranaguá, como forma de garantir a sobrevivência. O pescador Reinaldo Machado Coelho disse que conseguiu vender seu produto no mercado municipal em Antonina. Há, também, muitas famílias que pescam para consumo próprio.
A médica veterinária da Divisão de Alimentos da Secretaria de Estado da Saúde, Rose Cêga, alerta para os riscos de se consumir peixes e frutos do mar que podem estar contaminados com o óleo diesel. As pessoas podem ter desde vômito e diarréia até cefaléia e alergias. Depende da sensibilidade de cada um, explica.
Segundo a veterinária, a secretaria está entrando em contato com laboratórios especializados para monitorar o nível de contaminação dos peixes e dos frutos do mar. Somente depois disso é que a Saúde poderá ter uma visão mais ampla dos reflexos do vazamento. Enquanto não se tem o resultado desse trabalho, estamos auxiliando na fiscalização e na orientação dos pescadores para que os mesmos não vendam ou consumam esses peixes.


