O pescador Luiz Albino Pereira, 70, do Cabo (PE), começou a ser alfabetizado ano passado e já sabe escrever palavras como ‘‘peixe’’ e ‘‘canoa’’, mas até ontem não sabia quem tinha sido Paulo Freire. ‘‘Era um homem bom, não era?’, disse ele, depois que integrantes do Centro de Pesquisas Josué de Castro, entidade pernambucana responsável por um programa de alfabetização no Cabo, lhe explicaram quem tinha sido o educador.
O programa tem três turmas na cidade e é baseado no sistema criado por Paulo Freire, que procura alfabetizar utilizando elementos do cotidiano dos alunos. ‘‘Aprender a ler é difícil, mas quando a gente aprende fica mais forte’’, disse Pereira.

mockup