Pesca predatória e caça de animais
Marcelo Bresolin, chefe do Parque Nacional do Superagui, também acredita que a gestão das UCs federais melhorou muito com a criação do ICMBio, já que isso tornou mais fácil a administração. ''Hoje, há mais planejamento, metas para cumprir e uniformidade de gestão entre as unidades'', explica. ''A principal carência é realmente a falta de servidores. Administramos mais de 10% do território nacional e não temos uma quantia de funcionários condizente com a atribuição.''
Bresolin explica que na região onde o parque está localizado, o Litoral Norte do Paraná, o acesso pode ser feito apenas de barco, o que ''proporciona um certo isolamento''. ''Mas o parque sofre pressões. As principais são a extração de palmito juçara e a especulação imobiliária.''
Das UCs federais com área dentro do território paranaense, a maior é a Área de Proteção Ambiental (APA) das Ilhas e Várzeas do Rio Paraná. A maior parte dos pouco mais de 1 milhão de hectares da unidade está localizada no Mato Grosso do Sul: apenas 30% estão no Paraná e 1% no Estado de São Paulo.
''Quem atua mais na fiscalização são as polícias militares ambientais, pois nosso efetivo é diminuto'', diz Arthur Sakamoto, chefe da APA. Ele aponta que os principais problemas são pesca predatória, caça de animais, queimadas e ocupações irregulares nas terras que margeiam o rio. ''Estamos até bem abastecidos em recursos materiais. Faltam recursos humanos. Eu sou o único servidor (de carreira do ICMBio) da unidade.'' A APA tem outros cinco funcionários terceirizados. (F.G.)





