A falta de documentos que comprovem a segurança do local impediu que a pesca e a prática de esporte na Baía de Antonina e Rio Nhundiaquara, áreas atingidas pelo vazamento de óleo da Petrobras no último dia 16, sejam liberadas. A previsão do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) era liberar as regiões atingidas ontem, mas, segundo o órgão, ainda não foi possível determinar se a água ainda tem resíduos de óleo que podem prejudicar a população.
O superintendente do Ibama no Paraná, Luiz Nunes Melo, explicou que relatórios finais do impacto do acidente na área ainda estão sendo avaliados. Ainda assim, adiantou que a prática de esportes no local deve ser liberada antes da pesca. ‘‘Estamos coletando amostras da fauna e da flora para avaliar os danos’’, informou.
O acidente aconteceu no último dia 16, quando um poliduto que liga a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, ao terminal portuário em Paranaguá rompeu, causando o vazamento de 50 mil litros de óleo. O óleo atingiu a área terrestre na Serra do Mar e as margens dos rios do Meio, Sagrado, das Neves e Nhundiaquara, além da Baía de Antonina. A limpeza do local foi concluída no último dia 23, mas técnicos do Instituto Ambiental do Paraná e do Ibama ainda permanecem no local para avaliar os danos à flora e à fauna. Até ontem, a morte de mais de 100 quilos de peixe já tinha sido registrada.
Este foi o sexto vazamento de óleo envolvendo a Petrobras no Paraná em dois anos e resultou em multa de R$ 150 milhões, aplicada pelo IAP. A empresa tem até o próximo dia 11 para recorrer da multa e já informou que vai entrar com recurso no prazo estipulado.

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