Pesadelos na infância não são motivos de preocupação
PUBLICAÇÃO
domingo, 29 de maio de 2005
Agência Globo 
Seu filho já acordou chorando de madrugada, assustado? Provavelmente ele teve um pesadelo. Na infância, os chamados sonhos maus são normais e, em princípio, não é necessário se preocupar. Os bebês estão sujeitos a ter pesadelos a partir dos 6 meses.
Quando isso acontece, choram e gritam até que alguém chegue para socorrê-los. Em idade pré-escolar, os pequenos correm, quase sempre, para o quarto dos pais. Quando ficam um pouco maiores, já são capazes de entender que apenas tiveram um sonho ruim e voltam a dormir em seguida.
Todos nós usamos sonhos e pesadelos para lidar com estresse, ajustes e pressões. Eles devem ser encarados como um termômetro, que serve para dar vazão aos medos, inseguranças, e situações de conflito, angústia e ansiedade.
Segundo a especialista em psicologia clínica para crianças, Keila Gonçalves, os pais devem se preocupar apenas quando os maus sonhos se tornam excessivos.
''Nesse caso, os pesadelos podem ser o reflexo do sofrimento psíquico do pequeno, resultando em insônia e alimentando a insegurança e ansiedade da criança'', explica Keila.
Os pais devem averiguar, então, se o ambiente familiar está tenso ou se falta atenção ao filho.
Zero a três
Nesta fase, normalmente os pesadelos são relacionados à separação dos pais. Explique ao pequeno que estava apenas tendo um sonho mau. Sente-se em sua cama até que seu filho fique tranquilo.
Três a seis
Esta é uma fase em que a garotada tem pesadelos relacionados a monstros ou à escuridão. Deixe a porta do quarto aberta e, se possível, ponha uma pequena lâmpada acesa perto de sua cama.
Seis a nove
Nesta idade, os pesadelos mais comuns são a respeito da morte ou de um perigo real. Caso ele tenha o mesmo pesadelo vez por outra, uma boa dica é ajudá-lo a imaginar um final feliz para o sonho mau.


