Perueiros preseguem funcionários da SPTrans
São Paulo, 20 (AE) - Dois funcionários da São Paulo Transporte S.A. (SPTrans) viveram hoje momentos de horror. Um deles foi perseguido por 20 perueiros, teve seu carro apedrejado e só conseguiu escapar quando arrumou um esconderijo. O pior: nem sequer trabalha no setor de fiscalização dos lotações. Apenas passava por um local conturbado na zona leste da capital, onde ocorrera a apreensão de quatro peruas.
Gilberto Silva Saraiva foi a primeira vítima. Estava na Avenida Governador Carvalho Pinto, na Penha, às 10h50, quando olhou pelo retrovisor e viu um lotação, com o pisca-alerta ligado, colar no Gol da empresa. Um instante depois, outras duas peruas se aproximaram. "Quando vi, já eram umas 20; entrei em desespero". A perseguição durou cerca de 20 minutos. Os perueiros atiravam paus e pedras contra o veículo. Saraiva fazia malabarismos para tentar fugir. "O que me salvou foi o canteiro central; escapei por ali". Ligou as sirenes, cruzou sinais vermelhos, entrou na contramão.
O sufoco só acabou quando o funcionário entrou no Terminal Rodoviário da Penha e escondeu o carro. Os perueiros bloquearam a entrada do terminal e a Polícia Militar foi chamada. "Foi um pesadelo", sintetizou Saraiva. Quando tudo parecia calmo, nova ofensiva. O funcionário Jackson Silva, que trabalhava no terminal, decidiu pegar o carro da empresa para acabar alguns serviços. Os perueiros, que tinham desaparecido, surgiram de repente e iniciaram nova perseguição. Os funcionários tiveram de amargar uma longa espera e, ainda sim, saíram escoltados pela PM.





