São Paulo, 17 (AE) - Cerca de 300 perueiros, a maioria das zonas leste e sul de São Paulo, foram hoje à Praça Cívica, em frente do Palácio das Indústrias, pedir a aprovação do projeto de lei que cria mais 1,8 mil vagas para peruas na capital. O projeto foi aprovado na Câmara na semana passada, com 37 votos favoráveis, e o prefeito Celso Pitta (sem partido) tem até o dia 12 para sancionar ou vetar.
"Estamos aqui porque o secretário Getúlio Hanashiro disse que vai trabalhar para que o prefeito não aprove o projeto", afirmou o presidente da Associação dos Transportadores de Autolotação da Zona Sul de São Paulo, Laércio Ezequiel dos Santos. "Queremos pressionar o prefeito para que tome uma atitude porque o Hanashiro está dificultando as coisas."
O coordenador das linhas São Mateus e Vila Prudente, Valdomiro Alves da Silva, também foi à prefeitura. "O que nós queremos é autorização para trabalhar nas linhas de ônibus que são deficientes", disse. "Se o prefeito vetar o projeto, vai tirar o leite de muitos bebês." Se aprovado por Pitta, o projeto de lei do vereador Milton Leite vai aumentar para 4,5 mil o número de peruas regulares.
Hanashiro, secretário municipal de Transportes, confirmou que o prefeito será aconselhado a vetar o projeto. "A recomendação da área técnica é para o veto", afirmou.
Para Hanashiro, além de tirar 30% dos passageiros de ônibus e dar prejuízo para a prefeitura, as vans são inseguras porque os motoristas não são treinados para atender ao público. "A perua não é solução e as experiências internacionais têm mostrado isso."
Para o secretário, a aprovação seria contrária ao esforço que tem sido feito, por meio de rodízio e outras medidas
para retirar carros da rua. "Precisamos melhorar a fluidez e isso não se consegue com milhares de peruas a mais nas ruas", afirmou.
No fim da tarde, uma comissão de perueiros foi recebida na prefeitura pelo secretário de Governo, Carlos Augusto Meinberg.

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