Jundiaí, SP, 30 (AE) - Dois dos cerca de 50 perueiros de Várzea Paulista que estão acorrentados e em greve de fome, desde ontem (29), no heliporto da prefeitura de Jundiaí, a 60 quilômetros de São Paulo, passaram mal hoje e tiveram de ser levados ao Hospital São Vicente de Paulo. Os demais manifestantes continuam no local. Os peruiros, que integram a Associação em Defesa da Comunidade (ADC), reivindicam autorização do prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), para transportar passageiros de Várzea Paulista ao centro de Jundiaí. O presidente da associação, Hélio Barros, promete comemorar o Dia do Trabalho com uma série de atos em frente a prefeitura.
A secretária de Negócios Jurídicos da prefeitura de Jundiaí, Maria Aparecida Rodrigues Mazzola explicou que os perueiros devem procurar o Departamento de Estradas Rodagem (DER). Segundo ela, caso obtenham autorização do DER, a prefeitura não irá se opor. Porém, a assessoria de imprensa da Secretaria de Transportes do Estado informou que não vai liberar o serviço com base em uma lei estadual que proíbe o trabalho. Toda vez que os perueiros entram em Jundiaí a fiscalização recolhe as peruas. Hélio Barros disse que os perueiros não vão desistir do protesto e promete surpresas para a próxima semana. Até agora, foram recolhidas 90 peruas e R$ 135 mil em multas. Hoje, um perueiro da capital teve sua lotação apreendida. Olair Ferreira Pires ameaçou jogar o dinheiro da multa, R$ 1,5 mil, pelas janelas da Secretaria dos Transportes. "Eu prefiro jogar esse pacote de dinheiro para os meus companheiros do que pagar a multa".

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