São Paulo, 26 (AE) -Donos de lotações clandestinas das zonas oeste e sul de São Paulo apedrejaram três ônibus, furaram os pneus de cinco com estiletes, bloquearam pontes e avenidas em protestos hoje pelas ruas da cidade. Eles seguiram para a prefeitura. Por volta das 16 horas, 200 lotações estavam estacionada em frente oo Palácio das Indústrias, esperando uma uma reunião com o secretário de Governo, Carlos Augusto Meimberg
prevista para as 17h30.
Desde o dia 14, 10 ônibus foram incendiados pelos perueiros. A estimativa da São Paulo Transportes (Sptran) é de que o prejuízo da briga entre motoristas de ônibus e donos de lotações seja de 1,2 milhão de reais. Os perueiros prometiam hoje à tarde "lavar as mãos"."Se eles não tiverem uma solução
dai é guerra", afirmou Laércio Ezequiel dos Santos, um dos l líderes da categoria. "A guerra é contra o poder público e põe a população na linha de fogo", disse Laércio.
O motivo das manifestações e dos atos de vandalismo é o aumento da taxa estipulada pela prefeitura para liberação dos veículos apreendidos em blitze - R$ 3.192,00. Antes o valor era de R$ 329,00. "Como a prefeitura pode lançar multa se não legaliza ninguém", questionou Laércio, se referindo à legalização deste tipo de transporte de passageiros.Sobre a destruição de ônibus, a categoria afirma estar respondendo aos "maus tratos" dos fiscais da SPTran. "A violência só ocorre porque eles nos abordam com violência; estamos respondendo a altura" disse Marcelo Coimbra, da zona sul.
Os perueiros iniciaram o protesto por volta das 9 horas. Cerca de 400 deles reuniram-se na avenida das Nações Unidas, na frente do SPMarket. Por volta das 13 horas, saíram em carreata pela avenida Interlagos, onde bloquearam três faixas no sentido centro. Seguiram pela Washington Luiz e a partir da avenida 23 de maio, foram acompanhados de funcionários da Companhia de Engenharia de Tráfego.
Cerca perueiros da zona oeste furaram os pneus de cinco ônibus por volta das 10h30, perto da avenida Francisco Morato, tumultuando ainda mais o trânsito já prejudicado pela chuva. Bloquearam as pontes Bernardo Goldfarb e Eusébio Matoso e seguiram pela avenida Rebouças. Houve duas paralisações no local - nas esquinas das ruas Pedroso de Moraes e Joaquim Antunes.
Segundo o SPTrans houve manifestações em outros pontos isolados. No Jardim Angela, três ônibus foram apedrejados. Na avenida Cidade Jardim e na Rua Teodoro Sampaio, na zona oeste, houve tentativa de depredação. Ocorreu também uma concentração no Largo Japonês, na zona norte.

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