Peru resgatou US$ 4,6 bi de sua dívida em mais de 2 anos
Lima, 22 (AE-DOW JONES) - O governo do Peru resgatou US$ 4,6 bilhões de sua dívida, entre principal e juros, entre julho de 1994 e o final de 1996, informou o Ministério das Finanças. Esta foi uma das operações que o Peru utilizou, parte em segredo, para reestruturar sua dívida e melhorar sua posição no mercado internacional.
Por meio do Swiss Bank Corp., o governo recomprou dívida comercial e títulos detidos pela ex-União Soviética equivalente a US$ 2,7 bilhões em principal e US$ 1,9 bilhão em juros. Foram recomprados também papéis de sua dívida reestruturada pelo plano Brady ou de emissões novas equivalentes a US$ 3,49 bilhões.
O governo informou que as várias operações para administração de sua dívida proporcionaram uma economia total de US$ 6,13 bilhões. Estas operações incluem o recálculo do pagamento de juros, a emissão de bônus com desconto, a recompra da dívida emitida no mercado, o cancelamento de bônus em 1997 e a operação com a ex- União Soviética.
O governo peruano disse ainda que foram economizados cerca de US$ 200 milhões por ano com encargos do serviço da dívida. No início dos anos 90, o Peru estava fortemente endividado e foi obrigado a recorrer a várias organizações de suporte financeiro e ao Clube de Paris. Em 1996, o governo fechou um acordo com os seus credores internacionais para reestruturar parte de sua dívida pelo plano Brady, encerrando moratória de treze anos. Na ocasião, em março de 1997, o Peru emitiu US$ 4,87 bilhões de títulos Brady, em substituição a dívida original de US$ 10,58 bilhões.





