A história se repete em Doutor Ulysses. O município figura sempre nos últimos lugares no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) no Estado. No papel, pertence à Região Metropolitana de Curitiba (RMC), mas, na prática, a realidade é outra. Sem asfalto, o município perde em competitividade e não consegue atrair empresas para mudar a realidade econômica.
O chefe de gabinete da prefeitura, José Paulo Bitencourt, conta que recentemente uma fabricante de móveis se interessou em abrir uma unidade na cidade, que é considerado um polo madeireiro. O negócio só não se confirmou por conta da falta de infraestrutura. "Como eles iriam fazer a entrega? Os móveis se quebrariam todos nessas nossas estradas de terra", comenta. Segundo ele, a falta de empregos na cidade é fator determinante para puxar os indicadores sócio-econômicos para baixo.
Bitencourt compara a situação de Doutor Ulysses à da vizinha Cerro Azul. "Nesses 13 anos em que o asfalto chegou lá é visível a melhora de Cerro Azul. A gente anda pela cidade e percebe um comércio mais robusto, melhores condições em geral", analisa. O projeto de asfaltamento entre as duas cidades prevê a pavimentação do trecho de 53 quilômetros da PR-092, com um investimento de R$ 121 milhões.(C.F.)

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