Perspectivas são melhores para o Mercosul, diz FHC
Por Vladimir Goitia enviado especial
Montevidéu, 8 (AE) - o presidente Fernando Henrique Cardoso disse em Montevidéu, onde se realiza a 17º reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), que o Mercosul passou este ano por momentos de preocupação, mas os países souberam superar a conjuntura provocada pela crise internacional, que afetou a região com consequências negativas na área comercial. "Fomos bem sucedidos. Hoje, as perspectivas são melhores", disse o presidente, no seu discurso na sessão plenária do CMC que começou agora há pouco.
De acordo com o presidente, as perspectivas para o Mercosul no ano 2000 são melhores e a região deverá enfrentar novos desafios, tanto no plano interno quanto no externo. "No plano interno, tem se falado, ultimamente, de um relançamento do Mercosul. Esta expressão não deve significar, de modo algum, a reconsideração ou revisão de regras e normas já aprovadas. O relançamento se refere por um lado ao cumprimento de metas e prazos relativos ao funcionamento da união aduaneira e, por outro lado, ao impulso revigorado à agenda de consolidação e aprofundamento do Mercosul", disse o presidente. Essas palavras se contrapõem às recentes declarações feitas pelo ministro Luis Felipe Lamprea, sobre a necessidade de relançar o Mercosul, devido as dificuldades pelas quais passou no decorrer deste ano. No plano das relações externas, acrescentou o presidente, o Mercosul terá uma agenda intensa e difícil. "Estaremos negociando várias frentes distintas, entre elas, a OMC, a Alca, União Européia e também a Comunidade Andina", disse FHC.





