Perspectivas para o ano 2000 ainda são incertas
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sexta-feira, 10 de dezembro de 1999
Por Renata Rondino 
São Paulo, 10(AE) - A melhora no nível de emprego na indústria paulista registrada nos últimos 6 meses pela Fiesp ainda não é necessária para se determinar tendências para o ano que vem. Segundo a diretora do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp, Clarice Seibel, as perspectivas para o ano 2000 ainda são incertas. Segundo ela, a disponibilidade de crédito e a política de taxa de juros serão cruciais, mas por enquanto os empresários ainda não estão confiantes o suficiente para ampliar seus quadros de mão de obras, e estão preferindo cautela.
Para o ano que vem, disse Seibel, a palavra de ordem será competitividade. De um lado, as empresas estarão buscando aumentar produtividade. Do outro lado, vai depender das ações do governo. "Se as políticas de competitividade ficarem dependentes do câmbio, não teremos novas contratações. Essas medidas não tem sustentação no tempo, e contratações exigem perspectivas de longo prazo", afirmou. Para se aumentar o nível de emprego, explicou ela, essas medidas deverão contemplar principalmente mudança tributária, desburocratizarão e redução do custo Brasil. "Se isso ocorrer certamente teremos resultados muitos positivos".


