Persistem dúvidas sobre causas de blecaute
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quarta-feira, 07 de abril de 1999
Por Jair Aceituno, especial para a AE 
Bauru, 07 (AE) - A causa do blecaute que deixou metade do Brasil às escuras, na noite de 12 de março, ainda causa polêmica. Funcionários da subestação da CESP (Companhia Energética de São Paulo), onde houve o problema, dizem que não foi raio e sim falha nos esquipamentos, que não estariam recebendo manutenção adequada, nem mesmo de pintura.
A versão oficial da companhia é de que a queda de um raio na entrada da subestação provocou o desligamento do conjunto e, com isso, derrubado o sistema interligado. O meteorologista Maurício Antonio, do Instituto de Pesquisas Meteorológicas da UNESP, mostrou hoje os registros dos computadores daquele órgão, demonstrando que na hora do apagão a chuva estava a 15 quilômetros de Bauru, só chegando a chover na cidade aproximadamente 15 minutos depois de iniciado o blecaute.
Segundo o sistema de monitoramento das descargas elétricas, constituído por 21 sensores operados pelas companhias energéticas de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, que tem eficiência de 70%, naquela noite não houve raio na subestação de Bauru.
Técnicos acreditam na possibilidade de curto-circuito sem a presença de raio. Moradores da região próxima à subestação, na zona norte de Bauru, falam sobre a ocorrência de um grande estouro e de um clarão, mas não de raio. Segundo o professor Osmar Brito Jr., ligado ao INPE, o raio, se ocorreu, deve ter sido numa linha de transmissão a sudeste de Bauru, num trecho distante de 50 a 100 quilômetros da subestação.


