Pernambuco vai acompanhar índice do governo para o salário mínimo
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terça-feira, 21 de março de 2000
Por ¶ngela Lacerda 
Recife, 22 (AE) - O secretário de Administração de Pernambuco, Maurício Romão, aprova a "estadualização" do salário minímo, que permite aos Estados em melhor situação financeira e econômica dar um reajuste maior, mas disse que seu Estado deverá se ater ao determinado pelo governo federal. "Só poderemos pensar em dar um salário mais digno quando o ajuste fiscal do Estado estiver mais completo", disse, ao frisar que a folha de pagamento ainda compromete 70,3% da receita corrente líquida - ainda longe dos 60% estabelecidos pela Lei Camata - e que Pernambuco gasta 13,5% acima do que arrecada (no início do governo esse percentual era de 33%).
Em relação à guerra fiscal, Romão observa que a mão-de-obra utilizada hoje pelas empresas é qualificada e não se vincula ao salário mínimo. Quanto à possibilidade de aumentos serem concedidos como "moeda política" visando a eleger candidatos ligados aos governos, ele frisa que a maioria dos Estados está falida, sendo difícil para os governantes fazer esse tipo de demagogia. Até porque, ao seu ver, isso poderá afetar sua credibilidade e o discurso de austeridade que atualmente domina o cenário nacional.


