Recife, 04 (AE) - A Secretaria de Saúde de Pernambuco está investigando 10 mortes ocorridas entre março e maio, sem uma causa conhecida, em seis municípios - cinco na região metropolitana do Recife e um na zona da mata. O Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, está analisando amostras de tecidos, órgãos e sangue de quatro das vítimas. Os resultados devem ficar prontos em um mês. A diretora estadual de Epidemiologia e Vigilância Sanitária, Jacira Ferreira, disse haver possibilidade de se tratar de uma nova doença ou de mutação de doença, que passa a se manifestar de forma até então desconhecida. Também não está descartada a hipótese de que as mortes súbitas podem ter sido provocadas por dengue homorrágica, leptospirose ou hantavirose (doença rara transmitida pela urina, saliva e fezes de ratos).
As mortes têm em comum apenas o fato de os pacientes terem tido sintomas de febre, diarréia e vômito, morrendo em média 72 horas depois, por hemorragia interna. As idades das vítimas variam (de criança a idoso), assim como o sexo e a classe social.
O último caso, de uma veterinária da Polícia Militar, pode estar ligada à morte de um cachorro que ela tratou e que morreu com hemorragia interna. O Instituto Adolfo Lutz também está analisando tecido do animal.
A Vigilância Sanitária foi notificada da ocorrência da coincidência na semana passada. O Ministério da Saúde foi comunicado e está orientando os trabalhos de investigação. As secretarias municipais de saúde são responsáveis pela investigação domiciliar nas cidades onde ocorreram as mortes ainda misteriosas - Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe, São Lourenço e Surubim (este último na zona da mata).

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