Pernambuco aguarda epidemia
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Agência Folha Maceió, AL, e Recife, PE 
A Secretaria da Saúde de Pernambuco espera, para os próximos dez dias, uma epidemia de leptospirose nas áreas atingidas pelas enchentes no Estado. Isso é inevitável, disse o secretário estadual da Saúde, Guilherme Robalinho. Segundo ele, há risco de ocorrerem também surtos de cólera e hepatite do tipo A.
Para atender aos doentes, um esquema especial foi montado pelo Estado nas regiões mais atingidas pelas chuvas. Cerca de 50 leitos hospitalares foram reservados aos pacientes nessas áreas.
Este ano, 96 pessoas contraíram leptospirose em Pernambuco e 25 delas morreram. O número é quase duas vezes maior que o registrado em todo o ano passado.
Em 99, foram confirmados 52 casos da doença, com 13 mortes. A Secretaria da Saúde atribui o aumento do número de casos à chuva que cai desde abril.
Para evitar uma epidemia de cólera, o governo iniciou, com a ajuda do Exército, a distribuição de água potável e hipoclorito nas regiões alagadas do Estado.
No ano passado, foram registrados 2.315 casos da doença em Pernambuco, com 49 mortes. Este ano, 432 pessoas contraíram o cólera e dez morreram.
Além de água e remédios, cerca de 60 mil cestas básicas serão distribuídas até domingo aos 50 mil desabrigados nos 34 municípios atingidos pelas chuvas. Os flagelados estão em escolas, ginásios de esportes e prédios públicos.
Em Alagoas, também há preocupação com futuros surtos de leptospirose e de cólera. Este ano, o Estado notificou seis casos de leptospirose e 180 de cólera. Hoje, os agentes de saúde trabalhavam nos 29 municípios reiterando dicas de como evitar as duas doenças.


