Permanência de Malan confirma preservação de modelo econômico
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segunda-feira, 12 de julho de 1999
Por Beatriz Abreu 
Brasília, 13 (AE) - A decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso de ratificar a permanência do ministro da Fazenda, Pedro Malan, significa a preservação do modelo de política econômica. A confirmação do ministro Pedro Malan ratifica, também, a continuidade do economista Armínio Fraga na presidência do Banco Central. Segundo fontes do governo, o desdobramento da permanência de Malan é um indicativo, da mesma forma, de que o presidente Fernando Henrique Cardoso não irá modificar o outro braço da equipe econômica, sob a liderança de Pedro Parente (ex-secretário Executivo de Malan), no comando do ministério do Planejamento.
No início da noite, estava ainda incerto o destino do ministro do Desenvolvimento, Celso Lafer. Um dos assessores de Lafer admitia que o ministro "não recebera qualquer sinal". Quando a discussão sobre a reforma ministerial ainda estava preliminar, importantes fontes do governo apostavam que Lafer não seria excluído porque um dos critérios de Fernando Henrique para a definição da mudança do ministério era o de não introduzir um novo elemento na equipe que pudesse colocar em risco a coesão do comando da economia. "Mas hoje já não sei de mais nada", admitiu um assessor, ressalvando que uma eventual troca de Lafer com certeza não representaria a opção por um nome que conflituasse com Malan.
Assim, uma eventual substituição de Lafer obedeceria, apenas
a acertos políticos. O fato, neste momento, é que Pedro Malan continua o homem forte do governo. Na próxima sexta-feira, 13 de agosto, Malan completa seis anos em postos de comando da economia, considerando o período em que ocupou a presidência do Banco Central, cargo que assumiu também numa sexta-feira 13 de agosto.


