O Instituto de Criminalística não encontrou nenhum sinal de arrombamento no 4º Distrito Policial, na avenida Dez de Dezembo, em Londrina. Por volta das 18h30 de domingo (24), 63 dos 98 presos fugiram da carceragem.

Ainda durante a noite, peritos do IC realizaram levantamento no 4º DP para avaliar como aconteceu a fuga. No local, os peritos constataram que não houve nenhum dano no interior do prédio. Apenas fragmentos das roupas dos presos foram encontrados. A perícia servirá para embasar o inquério policial instaurado e que deve ser finalizado em até 30 dias.


O delegado chefe da 10ª Subdivis?o Policial (SDP) de Londrina, Márcio Amaro, confirmou que cinco homens entraram invadiram o local com a intenção libertar Tiago da Silva Ferreira e Fábio Luis dos Santos Pires, ambos de Cambé.

Nesta segunda-feira (25), a Polícia Civi emitiu nota oficial sobre a fuga em massa. Até o início da tarde, o Departamento da Polícia Civil confirmou que 32 dos 63 presos que fugiram foram recapturados. Todas as equipes da 10.ª SDP estão nas ruas em busca dos foragidos.

Conforme o titular da Divisão Policial do Interior (DPI), delegado Julio Reis, as carceragens de todo o Estado passam por um período de transição de comando da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) para Secretaria de Estado da Justiça (Seju). Em alguns casos, agentes carcerários contratados pela Seju são enviados às delegacias para vigiar os presos. Em outros, todo o prédio com carceragem é encaminhado para tutela da Seju.

Em Londrina, por exemplo, a carceragem do 2.º DP passou a ser responsabilidade da Seju. Com isso, algumas outras carceragens, como a própria do 4.º DP, acabaram recebendo mais presos. Esta é uma situação provisória, que está sendo solucionada com a ampla participação da Seju na guarda dos presos, deixando com que os policiais civis possam cumprir suas funções originais de Polícia Judiciária.

Reis salientou ainda que por determinação do delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinícius da Costa Michelotto, foi criada uma força-tarefa para apurar com rigor os fatos, identificar e prender os responsáveis pelo "arrebatamento" dos presos.

Os dois investigadores da Polícia Civil agredidos durante a fuga dos presos receberam alta do hospital e devem permanecer afastados das atividades. Eles devem ser ouvidos durante a semana no inquérito policial. As imagens colhidas pelas câmeras internas da delegacia durante a ação estão sendo analisadas pela polícia.

(colaboração da repórter Fernanda Carreira, da Folha de Londrina)

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