Peritos internacionais vão estudar caso de idoso15/Mar, 21:43 Por Chico Araújo Brasília, 15 (AE) - A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) vai manter a estratégia de investigar, por meio de um grupo técnico internacional de peritos, as reações adversas graves relacionadas com a vacina contra a febre amarela. Hoje a Secretaria de Saúde de Americana, SP, começou a apurar se a morte do aposentado Luiz Silva, de 72 anos, está relacionada ao imunizante. A informação é do presidente da Funasa, Mauro Costa. Hoje Costa reforçou o pedido à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) de indicação de dois peritos para investigar se as duas mortes de pacientes de Americana foram provocadas pela vacina. A costureira Katy Cristina Ramos, de 22 anos, morreu em fevereiro no Hospital das Clínicas no Hospital da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cinco dias após vacinada. No caso de Silva, até o início da noite a Funasa não havia sido comunicada oficialmente. Segundo a Funasa, a causa das mortes de Kate e Silva será investigada por um grupo de especialistas em epidemiologia e infectologia e por laboratórios de referência. De acordo com o órgão, a investigação vai ser abrangente. A Funasa reafirma que a vacina contra a febre amarela é considerada uma das mais seguras entre as em uso no mundo. A sua eficácia é de 100% , por isso o imunizante vem sendo aplicado no Brasil desde o final da década de 30 e foi o responsável pela erradicação da febre amarela urbana no País em 1942. Além disso, de acordo com a Funasa, a produção da vacina contra a febre amarela segue as normas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). O órgão ainda garante que, apesar das mortes, a vacina continuará sendo ministrada no País.

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