Rio Branco, 12 (AE) - Peritos do Laboratório de Antropologia Forense do Instituto Médico-Legal (IML) do Distrito Federal realizam, entre segunda-feira (17) e dia 19, a exumação dos cadáveres do estudante Wilder Santos, além de Francisco Alves Teixeira, mais conhecido como "Esquilo", e Agilson Firmino dos Santos, o "Baiano". Os três, segundo sustenta os Ministérios Públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE), foram mortos pela organização criminosa à qual o ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) é acusado de ligação.
As exumações foram pedidas pelo juiz Marco Antonio Barbosa, da Vara do Tribunal do Júri. No caso de "Baiano", ele quer tirar dúvidas sobre o calibre e a posição das balas que o mataram e o tipo de objeto que teria sido usado para cortar os antebraços e pernas dele - se uma motossera ou outra ferramenta cortante. O corpo foi encontrado em 1995 num matagal, com os membros serrados.
Já "Esquilo" teria sido executado com 13 tiros, durante um cerco policial a sua casa, em 1997. Os juízes querem confirmar o número de tiros e o calibre das balas para identificar os autores. Wilder Santos era filho de "Baiano" e foi morto depois de ter sido sequestrado em sua casa por um grupo desconhecido.
O MPE está com dificuldade de localizar as covas onde os corpos foram enterrados. Até hoje, apenas os restos mortais de "Baiano" tinham sido localizados, segundo o procurador Eliseu Buchmeier.

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