Curitiba - O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está deixando de realizar diariamente cerca de 850 perícias em todo o Paraná por causa da greve dos médicos peritos, deflagrada há 35 dias. Em Curitiba, não estão sendo feitas 360 perícias por dia e em Londrina, 180. Os dados são da assessoria do INSS, com sede em Curitiba. A perícia feita pelos médicos do INSS é pré-requisito para a concessão de auxílio-doença.
O contribuinte paranaense vai ter que ter paciência. A greve, por melhores salários, não tem data para terminar. Ontem pela manhã, um grupo de médicos peritos do INSS fez manifestação na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio do instituto em Curitiba, enquanto mais de 50 pessoas aguardavam, indignadas, na fila de perícia médica. É que com a greve as consultas estão tendo que ser reagendadas. O INSS não está conseguindo atender a demanda com os médicos que estão dando expediente.
Vinte e um dos 35 médicos peritos lotados na capital aderiram ao movimento. Em Londrina, 14 dos 26. E em todo o Estado, 72 dos 121 médicos peritos que fazem o atendimento à população.
''Chegamos ao fundo do poço. Não queríamos apelar para a greve e prejudicar a população, mas foi necessário. Agora, só devemos retornar ao trabalho depois que o governo federal atender às nossas reivindicações'', avisou o presidente da Associação Paranaense de Médicos Peritos da Previdência Social, Chill Zunstern.
Parados desde o dia 3 de dezembro, os médicos peritos pedem a elaboração de um plano de carreira, a exigência de concurso público, a abolição da terceirização de perícia médica, a melhoria nas condições de trabalho e de atendimento aos segurados e salários compatíveis ao desgaste e dedicação da profissão. (Colaborou Leandro Donatti)

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