Belo Horizonte - A Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) decidiu transformar o movimento de paralisação - previsto para ser encerrado ontem, após 48 horas - em greve por tempo indeterminado. A decisão dos profissionais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que exigem mais segurança no trabalho, foi tomada em reação ao assassinato de Cristina Souza Felipe da Silva, de 56 anos, anteontem, em Governador Valadares (MG). Ela era chefe do serviço de perícia médica da cidade e havia feito denúncias contra a falta de segurança no trabalho.
Em reunião com o presidente do INSS, Valdir Simões, o vice-presidente da ANMP, Luiz Carlos Teive Argolo, confirmou a greve por tempo indeterminado. O movimento tem o apoio de 78% dos delegados regionais da entidade.
A principal reivindicação da categoria é mais segurança no trabalho. Os profissionais reclamam que é comum os segurados do INSS se revoltarem quando o benefício não é concedido ou é cancelado.
Ontem, 42% das agências do País não funcionaram e 10% tiveram atendimento parcial. A entidade se comprometeu a manter 30% do atendimento exigido por lei. Em Curitiba, cerca de 50 dos 62 médicos peritos aderiram à greve. De acordo com o governo federal dez dos 33 médicos de Ponta Grossa pararam e em Maringá um dos 29 peritos não trabalhou. Já em Londrina e em Cascavel, segundo o Ministério da Previdência Social, o atendimento foi normal ontem.
Mesmo com a greve diversas pessoas que tinham perícia agendada ontem foram até os postos de atendimento do INSS em Curitiba. Os procedimentos foram reagendados. A média diária na capital é de 500 atendimentos. (Colaborou Andréa Bordinhão)

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